domingo, 30 de maio de 2010

Sebastião Salgado

O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado é um dos repórteres fotográficos contemporâneos mais respeitados no mundp. Salgado, que foi nomeado Representante Especial da Unicef em 3 de Abril de 2001, dedicou-se a fotografar as vidas dos deserdados do mundo. Esse trabalho está documentado em 10 livros e muitas exposições que lhe valeram a maioria dos prémios de fotografia em todo o mundo. "Desejo que cada pessoa que entra numa das minhas exposições seja, ao sair, uma pessoa diferente.", comenta Sebastião Salgado. "Creio que toda a gente pode ajudar, não necessariamente dando bem materiais, mas também tomando parte do debate e preocupando-se pelo que sucede no mundo."

Natural de Aimorés, Minas Gerais, onde nasceu em 1944, Sebastião Salgado é o sexto e o único filho homem de uma família com oito filhos. Estudou economia no Brasil entre 1964 e 67. Fez mestrado na mesma área na Universidade de São Paulo e na Vanderbilt University (EUA). Após completar os seus estudos para o doutoramento em economia pela Universidade de Paris, em 1971, trabalhou para a Organização Internacional do Café até 1973. Depois de pedir emprestada a câmera da sua mulher, Lélia, para uma viagem a África, Salgado decidiu, em 1973, trocar a economia pela fotografia. Trabalhou para as agências Sygma (1974-1975) e Gamma (1975-1979). Eleito membro da Magnum Photos, uma cooperativa internacional de fotógrafos, permaneceu na organização de 1979 a 1994. De Paris, onde vivia, Salgado viajou para cobrir acontecimentos como as guerras na Angola e no Saara espanhol, o sequestro de israelitas em Entebbe e o atentado contra o presidente norte-americano Ronald Reagan. Paralelamente, passou a dedicar-se a projectos de documentários mais elaborados e pessoais. Viajando pela América Latina durante sete anos (1977-1984), Salgado foi a pé a povoados remotos. Neles capturou as imagens para o livro e a exposição Outras Américas (1986), um estudo das diferentes culturas da população rural e da resistência cultural dos índios e de seus descendentes no México e no Brasil. Nos anos 80, trabalhou 15 meses com o grupo francês Médicos Sem Fronteiras durante a seca na região do Sahel, na África. Na viagem produziu Sahel: O Homem em Pânico (1986), um documento sobre a dignidade e a perseverança de pessoas nas mais extremas condições. Entre 1986 e 1992, fez Trabalhadores (1993), um documentário fotográfico sobre o fim do trabalho manual em grande escala em 26 países. Em seguida, produziu Terra: Luta dos Sem-Terra (1997), sobre a luta pela terra no Brasil, e Êxodos e Crianças (2000), retratando a vida de retirantes, refugiados e migrantes de 41 países.

Fotógrafo reconhecido internacionalmente e adepto da tradição da "fotografia engajada", Sebastião Salgado recebeu praticamente todos os principais prémios de fotografia do mundo como reconhecimento por seu trabalho. Em 1994 fundou sua própria agência de notícias, a Imagens da Amazónia, que representa o fotógrafo e seu trabalho. Salgado mora actualmente em Paris com sua esposa e colaboradora, Lélia Wanick Salgado, autora do projecto gráfico da maioria de seus livros. O casal tem dois filhos.

Foto Marcelo Casal / A. Brasil

HENRI CARTIER-BRESSON

Cartier-Bresson nasceu em Chanteloup, no departamento de Seine-et-Marne – França, em 22/08/1908. Ele foi concebido em Palermo, na Sicília – Itália, segundo biografia da Fundação Henri Cartier Bresson... Jovem, descobriu o universo das artes plásticas e tornou-se pintor e desenhista antes de completar 20 anos, influenciado pela arte abstrata, ambientes cubistas e certos aspectos do surrealismo. Ele estudou a arte com André Lhote...

Em uma viagem à África, aos 22 anos, comprou uma pequena câmera portátil da desconhecida marca Krauss, muito mais agradável do que as enormes câmeras-caixotes. Mas, ao retornar à França, em 1931, foi apresentado à mais famosa câmera alemã... “Acabava de descobrir a Leica, que se tornou uma extensão de meus olhos. Desde que a encontrei, jamais me separei dela”, disse certa vez...

Em 1931, Bresson tirou suas primeiras fotografias durante o período de um ano em que viveu na Etiópia. Depois, retornou à Europa e expôs em Madri, Espanha, e em Nova York, nos Estados Unidos.

Em 1932, inicia sua carreira fotográfica, tornando-se o mais influente fotojornalista de sua época, desenvolvendo um estilo definido como a busca pelo “momento decisivo” ou “instante decisivo”, isto é, pelo instante fugaz em que uma imagem se forma completamente em frente à câmera.

Para ele é o momento decisivo que expressa a essência de uma situação! Por isso, não realiza nenhum tipo de retoque ou manipulação das imagens. Torna-se o mais influente fotojornalista de sua época.

Bresson viaja ao México em 1933 em uma missão etnográfica. Depois ele viaja para os Estados Unidos e ingressa também no cinema... Especializou-se na fotografia em meados de 1930. Tornou-se fotógrafo do exército francês durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), tendo sido aprisionado em combate pelo exército alemão. Ele foi preso pelos nazistas e também participou da Resistência Francesa...

Bresson teve influência artística de André Kertész e entre os seguidores do seu estilo estão Robert Doisneau, Willy Ronis e Edouard Boubat. Certa vez, comparou-se a um pescador que tinha um peixe no fim da linha: “a coisa mais importante era abordar a presa de forma cautelosa e puxar no momento certo”. Ele está para a fotografia como Picasso está para a pintura.

Sua contribuição para a reportagem é inegável mas foi fotografando cenas cotidianas durante o período de 1930 a 1960 que sua fama se consolidou. Suas fotos podem não ser espetaculares, mas certamente são lindas e verdadeiras. Em seu livro “Os europeus”, adverte: “Os fotógrafos não fazem mais do que mostrar as agulhas do relógio, mas eles escolhem os seus instantes”.

Foi também repórter fotográfico da revista “Ce Soir”...

Depois da guerra, o fotógrafo passou cerca de um ano nos Estados Unidos e, após este período, fundou uma cooperativa de fotógrafos com Robert Capa, David Seymour (Chim), William Vandivert e George Rodger... Batizada de Magnum Photos, a agência Magnum foi fundada em 1947 e ainda, hoje, distribui reportagens fotográficas para publicações francesas e estrangeiras...

Em seguida, ele fotografou eventos como a morte de Gandhi, a China nos útimos meses do Kuomitang, o início da República Popular da China e a luta pela independência na Indonésia. Bresson voltou à Europa em 1952, já reconhecido. Mas, não ficou por muito tempo sem viajar. Ele foi à Índia, China, Japão e União Soviética nos anos seguintes...

Foi o primeiro fotógrafo da Europa Ocidental a obter permissão para visitar e documentar a Rússia comunista após a morte de Stalin, em 1954. Cinco anos depois, fotografou o décimo aniversário da Revolução Popular Chinesa, viajando pelas ruas de Pequim. Depois de 1974, ele se concentrou em desenhar e expor seus trabalhos.

Com o tempo, a Magnum foi incrementando seu quadro de profissionais, sempre impondo um rigorosíssimo processo de triagem. Em 1979, quando já contava com 25 associados, a agência acolheu o fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado. No entanto, os dois nunca trabalharam juntos, Bresson havia se afastado da Magnum treze anos antes, em 1966. Seu estilo influenciou inúmeros fotógrafos, especialmente na segunda metade do século XX, e ainda continuará a fazê-lo...

Tornou-se conhecido mundialmente por trabalhos publicados nas revistas Life e Paris-Match. Nunca publicou uma imagem em que houvesse recebido auxílio de flash ou que houvesse explicado ao modelo como se colocar diante da câmera. Sua linguagem e técnica vem servindo de inspiração à gerações de fotógrafos. “O papel do fotógrafo é documentar e para isso o necessário é uma câmera eficiente e intuição”. A frase reproduz facetas do pensamento de Bresson.

Fundamentalmente, a convicção de que a fotografia deve documentar o mundo, retratar pedaços da realidade e, sem deixar de ser recorte, não pode mentir. Por isso, o fotógrafo é avesso às poses e fotos produzidas. O ato fotográfico deve se resumir à procura pelo momento ideal e ao rápido disparo do obturador, daí seu desprezo pelos equipamentos fotográficos muito sofisticados.

Seu arsenal é composto apenas por uma velha Leica, com uma única objetiva 50mm, e invariavelmente filmes preto&branco. Em 2000, estabeleceu a fundação que leva seu nome. O fotógrafo morreu em 02/08/2004, em Montjustin, Provença – na França.

Um breve histórico sobre a história da fotografia

Quando a França ainda vivia um período de instabilidade política, em meados do século XIX, conseqüência da Revolução Francesa e do Império Napoleônico, surgiu uma nova profissão, reconhecida mais tarde, também como arte: a fotografia.
Na verdade, registros revelam que na época de Aristóteles já se conhecia o fenômeno de produção de imagens pela passagem da luz através de um pequeno orifício e boa parte dos princípios básicos da óptica e da química que envolveriam mais tarde o surgimento da fotografia.
No século X, o erudito árabe Alhazen mostrou como observar um eclipse solar no interior de uma câmara obscura: um quarto às escuras, com um pequeno orifício aberto para o exterior.
Durante a Renascença, uma lente foi colocada num pequeno orifício e obteu-se uma melhor qualidade da imagem. A câmara obscura começou a se tornar cada vez menor, até se transformar em um objeto que pudesse ser levado para qualquer lugar.
Já com um tamanho portátil, no século XVII, a câmara obscura era utilizada por muitos pintores na execução de suas obras.
Um cientista italiano, Angelo Sala, em 1604, observou o escurecimento de um certo composto de prata por exposição ao sol, mas não conseguia fixar a imagem que acabava desaparecendo.
Foram muitos os estudiosos que ao passar dos anos acrescentaram novas descobertas: em 1725 com Johan Heinrich Schulze, um professor de medicina da Universidade de Aldorf, na Alemanha e no início do século XIX com Thomas Wedgwook,que, assim como Schulze obteve silhuetas fixas em negativo, mas a luz continuava a escurecer as imagens.
Fotografia de fato, surgiu no verão de 1826, pelo inventor e litógrafo francês Joseph Nicéphore Niépce. Em fevereiro de 1827, Niépce recebeu uma carta de Louis Daguerre, de Paris, que manifestou seu interesse em gravar imagens. Em 1829, tornaram-se sócios, mas Niépce morre em 1833. Seis anos depois, em 7 de janeiro de 1839, Daguerre revela à Academia Francesa de Ciências um processo que originava as fotografias ou os daguerreótipos.
A fotografia atraiu a atenção de tantas pessoas que, movidos pelo entusiasmo, tornaram-se adeptos daquela técnica. Assim, tanto em Londres como em Paris, houve um boom na compra de lentes e reagentes químicos.
Os fotógrafos e suas câmeras fotográficas (caixas de formas estranhas) começavam a registrar suas imagens.
Fotografar tornou-se uma atividade em franca expansão. Rapidamente tomou conta do mundo. Em 1853, cerca de 10 mil americanos produziram três milhões de fotos, e três anos mais tarde a Universidade de Londres já incluía em seu currículo a fotografia.
Em junho de 1888, com George Eastman, surge a Kodak. A fotografia tornou-se mais popular com este tipo de câmera que era bem mais leve, de baixo custo e simples de operar.
A fotografia deu ao homem um visão real do mundo, tornando-se assim, um instrumento de como captar imagens dos registros da História.

Fonte: fotoseresumos.com

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Quem sou eu

Olá gente, sou João Pereira, fotojornalista,  acadêmico de jornalismo na faculdade do sul da Bahia (FASB). Também sou diretor do jornal eletrônico Sulbahianews e um apaixonado do fotojornalismo.